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Esta coisa espantosa, absolutamente fora do normal - em Alvega, não no “resto do mundo” – tornou-se realidade no passado dia 13 de Maio (nem a propósito :)).
Dois computadores com acesso gratuito à Internet disponibilizados no âmbito do Programa POS_Conhecimento – Programa Operacional Sociedade do Conhecimento, http://www.posi.pcm.gov.pt/ - e outros dois computadores que se encontravam encalhados na JFA (Junta de Freguesia de Alvega) para este fim, apetrecham agora uma sala aberta a todos na sede da BFA (Banda Filarmónica Alveguense).
A sociedade do conhecimento está assim ao alcance de todos…. ricos e pobres, novos e… e mais maduros.
Para além destas valências, outras se vislumbram para este espaço…. usufrua!
Há marcas indeléveis na nossa vida.
A nossa terra natal, a terra onde nascemos e nos fazemos gente, é uma delas.
Transportá-la-emos dentro de nós com constrangimento ou orgulho, cortaremos essas raízes ou alimentá-las-emos, ficando ou voltando sempre.
Com uma história ancestral que se adivinha notável, ALVEGA tem um passado recente quase suicida.
Muitos partiram e continuam a partir. Alguns ficaram. Mas quase todos voltam e alimentam as raízes.
Terra de contradições saudáveis, em que o conformismo militante convive com o anseio de mudar e melhorar, em que o conservadorismo coabita com uma liberdade individual assumida… é o nosso pequeno microclima.
Em Alvega, o Tejo é protagonista. E as azenhas faziam parte da sua vida... da do rio e da da terra.
Por incúria prolongada, elas desapareceram. São apenas um símbolo do tanto que deixámos desaparecer.
A sua ausência no local onde antes existiram é motivo de vergonha. Mas é também um motivo para acordar, para concluir que ninguém fará por nós se nós não fizermos…. E lançar mãos à obra.