quinta-feira, agosto 04, 2016

Hoje é dia de aniversário do Nezinho

Hoje é dia de aniversário do Nezinho.

Ele não tem página no facebook, por isso deixo-lhe aqui os parabéns, com esta foto, a única que tenho dele.

O Nelson era uma excelente pessoa.

Chatinho, melga, um bem disposto, uma excelente pessoa.
Inteligente, sensível, um artista.

Talvez por todas estas características, não era levado a sério. 
Talvez também pelos óculos fundo de garrafa, que hoje até poderão dar estilo a alguns, mas além eram um chamariz ao gozo e infalíveis para afastar moças. Eu que o diga.

Mas os patinhos feios transformam-se. Os totós também. Eu que o diga... em parte.

Na adolescência, acreditamos que aqueles nossos amigos nos vão acompanhar mais ou menos para sempre. Nós, as gajas, combinávamos casar todas juntas e estar todas junto a uma piscina em lua de mel...

A Lina era, decididamente, a mais bonita de nós as quatro. Lembro-lhe o formato das mãos, os dentes, achava que frágeis.
Chegava ao pé de nós e perguntava logo: "Estão a falar de mim???".
Lembro-lhe roupas. Umas saias ou vestidos com uma espécie de cordel para dar estilo. Lembro-a sempre que vejo um quiosque de fotos a la minuta.

Lembramos, todos, a bicicleta diferente, hoje estilosa mas na altura algo pateta, que chegámos a ligar às nossas com uma corda, porque tinha as rodas mais pequenas e porque ela dizia que se cansava muito. Tenho que confessar... achávamos que era ronha.
Uma vez até aceitou ir às cavalitas duma senhora do Ventoso (a mãe do Helder?)... e nós ríamos...ela também.

Achamos que seríamos mais próximos daqueles que se vão, se eles tivessem ficado. Será ilusão. Dos que ficam, continuamos mais ou menos distantes. As vidas...

Mas isto também nos ensina. MOLDA-NOS.
Põe-nos face à mortalidade dos nossos iguais e face à nossa própria mortalidade. Sim... MOLDA-NOS.
Passamos a pensar e a agir com estes dois minorcas ao ombro, às vezes a mandar bitaites. 

Mórbido? Não! 
Se mandamos um beijinho de parabéns a quem cá está, mais necessário se torna mandar um beijinho para o universo, para o Nezinho, dizer-lhe que não foram só 30 e poucos anos, que ele continua... 
Continua na memória, algures no ADN das rochas e das plantas onde parámos na volta desta viagem a Coimbra.

Faço isto todos os anos. Mas todos os anos eles fazem anos.

Para a Lina, não foram também só, acho que 25. Curiosa aquele chavão..."A 2000 chegarás, de 2000 não passarás...".
Para a Lina, dizia, mando um beijinho de parabéns já para dia 22... 

O quê, não posso? Vai dar-lhe azar, querem ver...

sábado, dezembro 19, 2015

Boas Festas, do Reino da Fantasia

Era uma vez uma terra. A minha terra.















Na minha terra, os invernos eram frios e muitas vezes chuvosos, e os verões insuportavelmente quentes, tão quentes que eram notícia na tv.

O rio, outrora fonte de alimento e lazer, corria agora sujo e minguado, esquecido. Não chamava ninguém, mesmo quando o calor tornava os corpos sedentos. Sedentos, eles iam banhar-se para outras paragens... por vezes, acabavam por banhar-se nas mesmas águas, mais acima ou mais abaixo no rio... o mesmo rio, apenas embrulhado em papel bonito.

Ora, fartos de andar a cirandar à volta em busca de frescura e de embrulhos bonitos, os seres indígenas começaram a olhar para o que os rodeava. As ribeiras de águas limpas, as represas, os açudes... as nascentes, as fontes, que antes eram ponto de encontro, continuavam ali. Abandonadas, é certo... gritavam, silenciosas, com a inutilidade que lhes haviam imposto.

A serpentear pelos campos, também o canal de rega aspirava a mais que apenas ver passar a água... sonhava com mais protagonismo, com companhia, sentia-se capaz de mais.

A determinada altura, os astros alinharam-se, uma certa loucura veio instalar-se, e começaram a acontecer coisas bizarras. 

Nesse inverno, a água das chuvas, descendo encosta abaixo por aquela terra, a minha, que se distribuía por montes, encostas e terminava numa planície a caminho do rio, a água das chuvas aproveitou ao  passar por cima do canal, e deixou-se escorrer para lá. O canal estranhou, de início, mas depois soube-lhe bem aquela água cristalina, celeste, e pôs-se a magicar o que fazer com ela.

No canal, nas ribeiras e ribeiros, a água foi-se amontoando, e procurou amizade nos açudes, já meio ferrugentos e adormecidos, e nas represas, a quem haviam convencido de que eram pântanos lamacentos e cemitério de todo o tipo de despojos.

Foi apenas um inverno...indígenas loucos, águas de chuva decididas, nascentes aluminiadas, todos quiseram mostrar ao verão que podia vir... sim, poderia vir a escaldar, que o recebiam de braços abertos, cheios de utilidade e alegria...

Boas Festas... do Reino da Fantasia...










quarta-feira, dezembro 25, 2013

Crónicas duma aspirante a...

A Luzia é uma gata preta. Apareceu-me no quintal faz daqui a pouco dois anos, cheia de carraças a que chamei carinhosamente piercings, e meio esquelética.

Não sei donde veio aquilo, que vida teve até ali… tentei dá-la para adopção, não sou uma pessoa de gatos mas de cães, pensei. Oferecia até o primeiro saco de ração. Chamava-lhe porta-chaves, por aquela coisa pequena me seguir para todo o lado e miar, miar… bom, às vezes dava um jeitão que o meu porta-chaves fizesse isso.
 Felizmente, ninguém a quis. Uma colega, porque ela era preta, e queria um gato assim para o beige.

Chamei-lhe Luzia para contrapor àquele escuro que carrega e por achar que ia ser uma luzinha na minha vida, aquela gata símbolo de azar. E é.
Sou daqueles humanos para quem os animais de estimação fazem parte da família. Por isso, ganhei uma parente, não sei bem de que grau, mas por analogia, uma filha.

Da figura anorética e carracenta despontou uma gata de pêlo longo e sedoso, mistura de rafeira e gata de pedigree real. Continua a miar, a miar, e começa de madrugada, quando ainda tenho muitos créditos de sono… já lhe disse que um dia a dou para adopção, mas só porque sei que ela não percebe ou não me liga nenhuma. Já não passo sem aquele pêlo sedoso aninhado ao meu lado no sofá ou esquivo pela casa. Não passaria, ainda que o pêlo fosse menos sedoso.

Os chineses comem gatos. Gatos e cães. Achamos nojento e bárbaro que comam os nossos amigos, os nossos parentes. Impensável. Mas nós comemos vacas, animais sagrados na Índia e do mais dócil e pachorrento que por aí há. E porcos, os que fisiologicamente mais se assemelham aos humanos e que quando criados junto a nós têm um comportamento idêntico em inteligência, emoção e, já agora, higiene, aos outros patudos, nossos amigos de mais longa data.

É cultural a escolha de quem matar e quem mimar, ou seja, não tem lógica, é irracional. 
Mas cultura? Cultura também são os talibãs que aniquilam mulheres e nós próprios, ocidentais, que durante muito tempo as menorizámos… cultura também foi a escravatura, o racismo, o nazismo… se eles são ou foram bárbaros e atrasados, o que somos nós, que decidimos que uns animais não podem sofrer e devem ser considerados e respeitados, e que outros são apenas objetos para consumo, a quem podemos infligir dor, sofrimento e morte?

Foi nisto que comecei a matutar… isto e uma altura em que passava frequentemente frente ao matadouro e os vi uma vez a descarregar animais. Vi o que seria um vitelo, branquinho, apavorado. E aquela imagem disparava-me a toda a hora.

E depois uma pintura duma artista polaca, com um homem numa quinta, com uma mão a acariciar um gato e com outra a segurar uma faca... os animais da quinta todos em fila, e o avental dele ensanguentado, a fazer adivinhar a matança. Matar não se compadece com cuidado em não magoar… sangra-se o porco e a galinha em agonia… esfolam-se e depenam-se vivos cordeiros, gansos, e num matadouro não se usa anestesia ou compaixão.

E sou chegada aqui. À constatação e consciência permanente de que somos uma sociedade cínica, que nada de coerente tem nesta matéria, baseada na barbárie e na crueldade, que aceitamos pacificamente porque está longe dos nossos olhos. Porque podemos comer vitelinhos e leitõezinhos, desde que não sejamos nós a matá-los nem assistamos à matança. Desde que isso esteja longe dos nossos olhos, dos nossos ouvidos.

Atingir um fim, desde que nos ocultem os meios.

Se virmos uma vaca a morrer afogada à beira da estrada vamos fazer tudo para a salvar, para evitar o seu sofrimento, a sua morte. Mas podemos logo de seguida mandá-la para o matadouro, e para tudo o que está convenientemente escondido atrás desses muros. O sangue, a dor, o olhar, a respiração, o som, a agonia… desde que ela apareça depois em partes incaracterísticas dentro duma covete na prateleira do supermercado. O resto não nos interessa.

 Como podemos ter consciência de todo esse sofrimento, ser no fundo cúmplices dessa barbárie de animais mais ou menos dóceis mas inocentes, e depois ir a correr dar colo aos nossos cães e gatos e evitar-lhe todo o sofrimento e dor? Não nos faz falta a coerência?

A mim faz. Continuo a comer canja, cozido à portuguesa, enchidos, que adoro… tenho pelo menos umas botas de pele e umas almofadas de penas, que ao que soube recentemente são retiradas com os animais vivos. Aqui pela casa de campo sempre conviveram os animais de estimação, os eleitos, com os de criação, os condenados. E vão conviver sempre.

Mas cada vez mais sinto o apelo da consciência, a necessidade de coerência das convicções com os actos... e a frustração de ainda não ter conseguido converter-me ou pelo menos aproximar-me mais do mundo desses tolos que são os vegetarianos, que eu tanto admiro e invejo.
 

 
 

domingo, março 31, 2013

A grande tejada que o Tejo leva

Abril, águas mil.
 
Este inverno, todos os meses trouxeram mil águas... se calhar já chegava...
 
Foi assim em 31 de Março:
 

 
 






   
 


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segunda-feira, maio 21, 2012

Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura. Vai formosa e não segura

A zona da nascente
O abastecimento de água canalizada em Alvega encontra-se condicionado desde há dias, não devendo aquela ser ingerida nem utilizada nos cozinhados e lavagem de alimentos, por conter níveis de alumínio acima dos recomendados.

A causa? As chuvas intensas das últimas semanas, depois de meses de seca.

A solução? Para já, abastecimento às populações efectuado pelos bombeiros, até que, numa segunda fase, se efectue a ligação à água canalizada de outra freguesia.

Aqui estava uma oportunidade de ficarmos a perceber mais sobre a terra que habitamos. Uma oportunidade pedagógica.

Se choveu tanto ou menos que noutros locais, porque se deu, aqui, na nossa nascente, este problema? Quais as características do nosso solo que levaram a isto? Estaremos a fazer dele um uso indevido? A polui-lo? Há algo que possamos fazer para o evitar? Porque aconteceu agora?

E depois de se efectuar a ligação a outra freguesia, como fica a água existente nos nossos cursos de água, nos poços, nascentes e ribeiras? Imprópria para o consumo que dela fazíamos até aqui? Vai afectar a qualidade dos nossos produtos hortícolas? Podemos lavar a fruta na horta, para comer no momento?

Até que ponto são os riscos para a nossa saúde? Em que sintomas e maleitas poderão resultar? Não seria útil esclarecer isto também, mesmo que, segundo dizem, seja pouco provável virem a acontecer?

Como se processa, afinal, esta coisa de chover muito e a nossa água ficar cheia de alumínio?!

Bom, para já, e a par do indiscutível incómodo, estas romarias ao camião dos bombeiros no cimo da rua, onde já existiu uma fonte, fazem lembrar as idas à fonte de outros tempos. E por ali se fica a conversar.


Nostalgia.


Mais informação:


sábado, abril 30, 2011

A que horas abre a Senhora da Guia?








Desde que tenho memória que a Senhora da Guia é um espaço de acesso público.



Rumamos ali na segunda-feira a seguir à Páscoa. Para piquenicar, para olhar o Tejo, para descansar em cima da manta, jogar à bola, às cartas, para pescar, enfim, para estar.


Há quem o faça de véspera.

Durante o resto do ano também.
Vai-se ao Tejo para pescar enquanto se saboreia a brisa fresca da água e a sombra dos salgueiros. Para saborear também momentos de solidão e silêncio, ou o convívio da família e dos amigos, com barulheira e gargalhadas.


As margens do rio têm isto, esta magia sobre nós.


Por vezes vai-se ao rio só de passagem, em passeio. De carro, de bicicleta, de mota. Para ver o nível das águas, para matar saudades.

Desde que tenho memória que é assim. Menos nos últimos anos.
Agora, não podemos fazer nada disto.



Ali, o Tejo foi fechado com portões, privatizado. Acabaram-se as pescarias no verão, os convívios e os momentos de solidão a olhar as águas sob os salgueiros.

Um dia por ano, fazem-nos o favor de nos devolver a Senhora da Guia. Abrem-nos os portões e nós lá entramos. Por breves horas e a favor.


Há sempre alguma expectativa acerca da abertura dos portões.


Serão abertos? Quais serão abertos? Quando serão abertos? A que horas abre a Senhora da Guia?


A Senhora da Guia não é só a capela, essa continua acessível, seguindo por um caminho serpenteado.



A Senhora da Guia é toda aquela zona, são as margens do rio, são os salgueiros, os penhascos, os charcos que abrigam rãs e pequenos aranhiços de água. Como podem as margens do Tejo, agora, ter dono?


Como podem os caminhos de acesso ao Tejo ser fechados?

Nota:Num dos portões encontra-se referência a dois artigos do código civil, a seguir transcritos:

Art. 1276.º (Direito das coisas - aquisição e perda da posse)


Acção de prevenção

Se o possuidor tiver justo receio de ser perturbado ou esbulhado por outrem, será o autor da ameaça, a requerimento do ameaçado, intimado para se abster de lhe fazer agravo, sob pena de multa e responsabilidade pelo prejuízo que causar.
ARTIGO 1311.º(Direito de propriedade – Defesa da propriedade - Acção de reivindicação)

1. O proprietário pode exigir judicialmente de qualquer possuidor ou detentor da coisa o reconhecimento do seu direito de propriedade e a consequente restituição do que lhe pertence.

2. Havendo reconhecimento do direito de propriedade, a restituição só pode ser recusada nos casos previstos.


Esclarecidos?

quarta-feira, março 23, 2011

Saneamento básico em Alvega

Era um mito urbano (pronto, rural, neste caso… mas urbano ficava tão bem…), uma promessa recorrente numas e noutras eleições do pequeno burgo alveguense desde há décadas. O saneamento básico está finalmente a avançar na freguesia.

Como todos os mitos que se prezam, trazia associadas muitas histórias. Falava-se em impossibilidades técnicas, em orçamentos astronómicos, o que se percebe dadas as especificidades da nossa terra no contexto nacional.

Os nossos esgotos corriam para as fossas sépticas. Nalguns casos, para o Tejo. Quando as fossas enchiam, requisitava-se o serviço do camião limpa-fossas, que podia vir num futuro próximo ou deixar a malta “apertadinha” numa interminável espera. O camião chegava e levava os dejectos não sabemos para onde. Como se quer com todos os resíduos.

Com a rede de esgotos, os nossos problemas vão ser automaticamente levados para longe. Existirá ou estará prevista uma ETAR – estação de tratamentos de águas residuais?

Bom, o que é certo é que o saneamento básico aí está, contra todas as expectativas ( ninguém acreditava já que viesse a ser real).

E depois… com a crise crónica e galopante que atravessamos… não vamos ficar com as estradas esburacadas, pois não?

Ao preço a que está o petróleo, o alcatrão é bem capaz de passar a ser um bem escasso...

quarta-feira, novembro 24, 2010

ALTERAÇÃO DO PDM - ALVEGA



O PDM de Abrantes está finalmente em processo de alteração.

No primeiro sábado de Dezembro, 4, serão apresentadas e divulgadas as propostas para a freguesia.

Em Alvega, há décadas que decidiram destinar os terrenos à agricultura e proibir a construção… não fossem todos à maluca erigir arranha-céus, barracas e barraquinhas. Tínhamos que cultivar!

Como quem os destinou não os cultivou e quem lá mora ou quer morar não estava para ter grandes quintas sem uma casa para viver, os terrenos foram abandonados, lá está.

Ruas desertas, estradas que podiam já ligar os diferentes lugares albergam, em vez de casas e pessoas, carros que passam, silvas (nós dizemos balsas!!!), ervas, mato. A freguesia ficou atrofiada durante todos estes anos.

O PDM está desactualizado há muito. A Reserva Agrícola passou a Reserva Agrícola abandonada. Empurraram os rurais para os apartamentos da cidade e impediram os citadinos de vir usufruir do tal ar puro do campo.

Agora, esta moda em desuso, voltam os quintais e as hortas. Pela ecologia, pelo prazer… e pela necessidade.

Os terrenos são férteis, é verdade. Deixem-nos construir e usufruir deles, ao lado de casa. Deixem construir famílias - mesmo que tenham que ir à escola e a tantas outras coisas à cidade, já que de Alvega as tiraram…

A alteração do PDM aí está. Vamos analisar e propor o que entendermos dever mudar!

Na Junta de Freguesia de Alvega, pelas 16 horas no próximo sábado dia 4 de Dezembro.

sábado, janeiro 02, 2010

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Boas Festas


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de dez meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal.

É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: dez meses de Natal e dois meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com as suas obrigações enfadonhas ou malignas.

Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua à outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade.

(…)

Toda a gente se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas (...).

E será Natal para sempre.
Carlos Drummond de Andrade.

Festas Felizes para todos.
E um 2010 em que todos possamos sentir que o mundo é um lugar um pouco melhor.