Sábado, Janeiro 02, 2010

1 de Janeiro de 2010



Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

Boas Festas


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de dez meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal.

É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: dez meses de Natal e dois meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com as suas obrigações enfadonhas ou malignas.

Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua à outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade.

(…)

Toda a gente se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas (...).

E será Natal para sempre.
Carlos Drummond de Andrade.

Festas Felizes para todos.
E um 2010 em que todos possamos sentir que o mundo é um lugar um pouco melhor.

Terça-feira, Dezembro 22, 2009

435 - Um espaço diferente na Golpilheira

É o número 435 da rua e foi esse o nome que assumiu – 435, Espaço de Cultura Bar.

É um bar diferente, para descobrir nos detalhes, nos recantos.

É um local para relaxar, folhear um livro, reunir animadamente com os amigos enquanto se saboreia uma bebida diferente ou simplesmente beber um café.

É, ao mesmo tempo, um atelier e uma galeria. Enfim, o espaço que a Rosana construiu para si, para os amigos e para todos os que queiram visitá-lo.


Na Golpilheira, a poucos quilómetros de Leiria, no final da rua que vai da nacional.

Telefone de contacto: 934228622

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Encontros Improváveis

O Cinema Paraíso vai fechar.

Em muitos bares e discotecas, a preocupação passa por seleccionar os frequentadores… para manter um certo nível, ter um grupo mais ou menos homogéneo e bonito de gente.

É esse o charme do Cinema Paraíso… é que é exactamente o oposto. É um espaço despretensioso em que se encontram as pessoas mais desiguais (desiguais?! Diferentes?).

Encontros improváveis, que dificilmente aconteceriam e acontecerão noutro sítio. Uma comunidade que se formou. Pessoas que de alguma forma partilham uma postura na vida – aspirações, inquietações. E que depois andam como que à paisana por aí.
Alguém dizia há tempos (uma pessoa muito diferente por fora mas talvez muito parecida por dentro) que quando conheceu o CParaíso sentiu que tinha finalmente encontrado a sua gente. Sim, é essa a sensação.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Música que foge aos circuitos comerciais e que surpreende sempre – buscada lá de trás ou acabadinha de chegar. Mas sempre surpreendente. Uma formação que vai ficar a meio…

O chão a fazer lembrar a nossa antiga cozinha, a cadeira desengonçada que desafia o equilíbrio, o papel de parede que dá o toque final…

Barbas por fazer, cabelos desalinhados, aparências que guardam pessoas que se destacam nas mais variadas áreas. Pessoas bonitas. Outras não.

O Cinema Paraíso é o bar alternativo de Leiria. Uma alternativa que vai deixar de existir.

Fecha portas no próximo mês. E nós já temos tantas saudades!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Barragens e torres de alta tensão...MONOS para o futuro

A microgeração e a autosuficiência energética dos edifícios estão entre os objectivos das sociedades contemporâneas.

Da nossa, só mesmo em teoria...

Se a tendência actual é para avançar para a microgeração através de painéis fotovoltaicos e aerogeradores, com vista à auto-suficiência energética dos edifícios, porquê continuar a insistir na construção de grandes infraestruturas de produção em massa e transporte de energia eléctrica?

Monos que carregam os nossos impostos, que nos vão prejudicar directamente e que servirão num futuro mais ou menos próximo para pendurar heras e luzinhas de natal, ou então, com uma grande parede de vidro, para podermos ver grandes espécies aquáticas em extinção (e assim entrarmos mais uma vez para o guiness, agora com o maior aquário do mundo e arredores)?

Barragens, linhas de muito alta tensão que destroem ecossistemas, castigam comunidades, populações, que submergem para sempre lugares, tradições, memórias, em nome de quê? Dum sistema energético que caminha a passos largos para a obsolência, que está em profunda e acelerada mutação e progresso, no sentido exactamente oposto?!

Erguer MONOS para o futuro e ferir irreversivelmente as comunidades onde estas intervenções vão, supostamente, ser implantadas. Dar mais uns bons pontos à desertificação.

Pare, escute e olhe



O filme de Jorge Pelicano, constitui uma reflexão sobre o despovoamento e a desertificação provocados pelo encerramento progressivo da linha ferroviária do Tua, que poderá culminar na construção de uma nova barragem naquela zona.

Perto de Abrantes, em Almourol, há planos para fazer uma nova barragem no Tejo. Poucos quilómetros acima existe uma outra barragem, a de Belver.
A construção desta nova barragem implica, por exemplo, que seja submerso todo um conjunto de infraestruturas de recreio e lazer que foi há pouco tempo construído com dinheiros públicos (espaço Aquapolis e Açude) – é o que se chama ir tudo por água abaixo.

Em Leiria, depois da luta duma população da zona de Batalha que sofre com a proximidade duma central eléctrica, surge agora a resistência à passagem de uma linha de muito alta tensão em freguesias dos arredores da cidade.

Domingo, Novembro 01, 2009

Alagoas



Vamos limpar Portugal - 20 Março 2010

O Projecto Limpar Portugal (PLP) é um movimento cívico, voluntário, apolítico e sem interesses económicos inspirado numa iniciativa que teve lugar na Estónia em 2008, mas que entretanto se espalhou por outros países. Pretende-se, no fundo, promover a educação ambiental.
E como? Mobilizando os cidadãos para limpar as lixeiras ilegais espalhadas pelo país num só dia - 20 de Março de 2010.

Que tipo de lixo se pretende remover? Electrodomésticos, entulho de construção civil (demolições), pneus, carros, roupas… tudo o que esteja a poluir as nossas matas e florestas.

Todos podemos participar nesta campanha.

1º passo: Inscrever-se no site do movimento e a partir daí contactar a associação concelhia respectiva, que coordenará as equipas da sua zona.

Uma das primeiras etapas passa por identificar os locais a limpar (trash tracking), e quem melhor para o fazer que os que conhecem melhor e mais de perto as suas terras? As organizações locais – escolas, juntas de freguesias, escuteiros, associações de caça e pesca, ranchos, filarmónicas, bombeiros e ainda os cidadãos individualmente.

As empresas também podem entrar nesta parceria, disponibilizando a logística necessária (transportes, material de limpeza, etc), meios humanos e outros, à excepção de dinheiro.

No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.

Mais informação:
http://limparportugal.org/
http://limparportugal.ning.com/
Leiria



Terça-feira, Outubro 13, 2009

Junta de Freguesia - Rotatividade marca as eleições em Alvega, com nova vitória PS

A rotatividade marca as eleições da Junta de Freguesia de Alvega nos últimos anos.

Depois de quatro anos liderada pelo partido socialista, esta foi depois assumida por uma lista PSD, para voltar agora a ser socialista, após uma (há muito não vista) acesa campanha eleitoral.

Resultados eleitorais:

PS- Manuel Leitão - 431 votos (o novo presidente da Junta)


PSD -António Moutinho - 355 votos (o presidente cessante)


CDU -Fernando Matos - 193 votos

Elementos que integram a lista vencedora (PS):



O que se propõe fazer a equipa vencedora nos próximos quatro anos - a destacar:

-Colaborar na criação de equipas móveis de apoio aos idosos em articulação com o Banco Local de Voluntariado e os programas nacionais de inclusão social;
-Articular e colaborar com o Centro Social de Alvega no Apoio Domiciliário (24 horas) e no projecto de construção de um Lar para Idosos;
-Promover a criação de ATL em parceria com as colectividades da Freguesia;
-Propor em articulação com o Agrupamento de Escolas de Alvega e Concavada, a mudança do Jardim-de-Infância de Alvega para a Escola do 1º Ciclo e transferência dos alunos do 3º e 4º ano para a escola sede;
-Apoiar a rentabilização e dinamização dos espaços desportivos existentes na freguesia.
-Acompanhar a implementação da rede de saneamento básico e tratamento de águas residuais na Freguesia;
-Acompanhar a substituição da rede de águas na freguesia;
-Promover a optimização do sistema de recolha de resíduos sólidos urbanos indiferenciados, monstros, resíduos de demolição e construção, óleos alimentares e resíduos domésticos;
-Promover a limpeza de ribeiras, espaços públicos e arruamentos;
-Melhorar a gestão do cemitério, nomeadamente construção de ossário,identificação de sepulturas abandonadas e actualização do regulamento;
-Reforçar a iluminação pública na freguesia, de acordo com o Plano de Melhoria da Iluminação Pública e Eficiência Energética.
-Acompanhar a requalificação da ponte dos Carvalhos e do lavadouro em Monte Galego;
-Acompanhar a requalificação das vias de ligação entre Alvega / Monte Galego e Alvega / Tubaral;
-Promover a requalificação dos arruamentos: Rua das Flores, Rua Luís de Camões e Avenida Sá da Bandeira;
-Promover o ordenamento do trânsito e bolsas de estacionamento na freguesia.
-Acompanhar instalação de parque infantil na escola do 1.º ciclo do ensino básico;
-Acompanhar a requalificação da Praça da República e instalar Parque Infantil;
-Promover a construção de um Parque de Merendas na Zona de Recreio e Lazer de Alvega;
-Acompanhar o processo de revisão do PDM;
-Criar um Núcleo Museológico Local, em espaço devoluto a reabilitar, para a valorização da cultura, identidade e tradições locais.
-Promover o potencial turístico na relação da freguesia com o Rio Tejo;
-Acompanhar a criação do percurso pedonal e ciclável na margem sul do Tejo, entre Alvega e Rossio, valorizando os recursos da fauna e flora existentes.
-Promover a criação do Parque Urbano Ribeirinho de Alvega, entre a Zona Ribeirinha das Lagoas e a Praia da Marambana;
-Apoiar a requalificação do acesso existente ao Tejo;
-Continuar a promoção da Feira Gastronómica e Cultural de Alvega, reforçando a componente das tradições, dos costumes e do artesanato local.costumes e do artesanato local.

Sábado, Outubro 03, 2009

Jardim Oriental Buddha Eden – Jardim da Paz


O Buddha Eden Garden é um espaço idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição em 2001, pelos talibans, dos Budas Gigantes de Bamyan no Afeganistão.

O Jardim ocupa 35 dos 100 hectares da Quinta dos Loridos, Bombarral, conhecida pelos seus vinhos e actualmente também pela sua unidade hoteleira.

“Pretende-se, que o Jardim da Paz seja um lugar de reconciliação. Sem nenhuma tendência religiosa, abrimos as portas a todas as pessoas, independentemente, da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social, convidando à união, comunicação e meditação, como forma de redescobrir a felicidade.

Ambicionamos, assim, percorrer o caminho contrário à destruição do ser humano e disseminar a cultura da paz.”

A entrada é livre.
http://www.buddhaeden.com/



Porquê a suástica no Jardim da Paz?
A Cruz Suástica é um símbolo considerado sagrado e de grande magnetismo , utilizado por diversas divindades.
Quando utilizada no sentido horário (Lot'chu), representa equilíbrio, expansão e evolução do universo.
No sentido anti-horário, como era utilizada pelos nazis, representa destruição e mal.




Distâncias:
Alvega-Bombarral – 136 Kms – 1h20m


Leiria-Bombarral – 75 Kms – 50m


Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Os Estados Unidos imitam-nos

No Arizona, Estados Unidos, nem tudo são desertos.

Os governantes do Arizona estão a equacionar a hipótese de vender os seus edifícios públicos, nomeadamente os que acolhem o Senado e outros serviços públicos, onde os assuntos do Estado têm vindo a ser tratados há mais de 50 anos, para com o encaixe financeiro que daí resulta combater o deficit público.

Dúzias de outras propriedades estatais podem também vir a ser alienadas, agora que o governo do estado enfrenta a maior crise desta geração, senão a maior de sempre.

Mas a história não termina aqui. Os imóveis não vão apenas ser vendidos, está previsto que os mesmos sejam depois arrendados “de volta” durante vários anos. Esta complicada transacção financeira permitiria aos serviços estatais continuarem sem interrupção, no mesmo local, ao mesmo tempo que permitiria ao estado encaixar mais de 700 milhões de dólares, de acordo com as projecções do Capitólio.

O estado irá depois pagar uma renda para se manter no edifício que antes era seu, passando de proprietário a inquilino.
O edifício da Segurança Social em Leiria, a par de muitos outros pelo país, esteve na eminência de ser vendido para ser depois alugado pelos mesmos serviços.

Como aconteceu em Portugal, também nos EUA esta questão tem gerado polémica.

Bom… quem foi que deixou escapar para a nação mais poderosa do mundo a nossa maneira simples de gerir a casa? Esta ideia é nossa, e já de 2004!

Fonte:
-Jon Stewart Daily Show
-
http://www.dailykos.com/storyonly/2009/7/30/759261/-Arizona-is-ready-to-sell-its-capitol-buildings
-http://www.thedailyshow.com/

e ainda…
-
http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=1367&id=1210908

Houve música na cidade

15 palcos, 100 músicos, um cortejo, um universo de sons.







Foi assim que o Jornal de Leiria festejou no passado sábado os seus 25 anos de existência. Por toda a cidade havia festa, som, melodia, animação.

Música clássica, criativa, electrónica, hip-hop e carrilhão, e também dança, artes circenses e teatro. O evento terminou com o cortejo dos Kumpania Algazarra.



Participantes:

Orfeão de Leiria

SAMP

XL+ Companhia (Hip hop)

a9)))))- Joelheiras 2

Twin Transistor

Pedro Miguel

Jam

Parabéns... e obrigada!

Há gente na cidade.
Há meninos na cidade.
Há sons e aromas na cidade.
Há flores, janelas e bancos de jardim.
Há pombos e apaixonados na cidade.
Há cafés, passeios e quiosques.
Há sinos, guitarras e tambores.
Há saxofones, clarinetes e violinos.
Há estantes, partituras e maestros.
Coros, fantasias e partitas.
Sonatas, scherzos e andantes.
Rios e silêncios
Há Música na Cidade
Paulo Lameiro, SAMP



A par desta iniciativa, outras, sendo a próxima (e última) no dia 26 de Novembro – Fórum Inovação e Criatividade.


Mais informação em:


Terça-feira, Setembro 08, 2009

E a Praia Fluvial vai de férias...

A praia Fluvial, ou Zona de Recreio e Lazer de Alvega, como agora se chama, vai de férias quando nós voltamos ao trabalho e à escola.

E este fim-de-semana festeja-se essa passagem.

Com Karaoke e Dj para animar a festa.


Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Senhora dos Remédios 2009

O tempo ajudou e esta foi uma das festas mais concorridas dos últimos anos.
Organizada pela Associação de Melhoramento da Freguesia de Alvega (AMFA), que assim sucede à Banda Filarmónica, contou com a presença do Grupo Folclórico e Etnográfico da freguesia, danças de salão e umas quantas outras atracções.
Associação mais ligada ao futebol, a AMFA proporcionou no sábado um encontro de “velhas” glórias ligadas à equipa de Alvega, onde foi igualmente reconhecido o mérito dos mais novos. No Domingo, houve a oportunidade de fazer um passeio de cicloturismo.
 

A festa é o pretexto para o encontro anual entre amigos e família, para além de ser, na sua génese, uma manifestação de devoção religiosa.
O vocalista da banda que animou a noite de 6ª, à conversa com um alveguense migrado. Atrás, a fila, iniciada por um homónimo do artista, aguarda para retirar o seu copo do balcão.
  
Uma praça repleta de gente assistiu à actuação do rancho folclórico no sábado à noite.







 
 O fim-de-semana foi também marcado por dois incêndios, um na noite de 6ª feira e outro no domingo à tarde.

Quarta-feira, Julho 22, 2009

Tributo à Vida - Filipe "Pexino", Maceira, dia 24

Alguns de nós acompanharam a história do Filipe mais de perto.

O começo de problemas de saúde que se foram intensificando, o diagnóstico de uma cirrose, a necessidade de transplante de fígado e uma certa indiferença dos médicos que a partir daí o passaram a encarar como alcoólico e deixaram de considerar como uma prioridade (ou deixaram simplesmente de considerar) na lista de transplantes.

Por muito que familiares e amigos insistissem que o Filipe raramente bebia. Foram ignorados e viram com desespero a vida dele por um fio.

Felizmente, a receptividade de outro médico abriu uma brecha na esperança.
Veio a constatar-se que a cirrose tinha origem medicamentosa, foi provocada por medicamentos, e logo se avançou para o transplante, no limite do tempo, na fronteira entre a vida e a morte.

Bom, isto é o que me lembro da história... decerto que o livro estará bem mais interessante.
O lançamento acontecerá na próxima 6ª feira dia 24, pelas 21 horas, na escola da Maceira.
Parabéns e Felicidades ao sobrevivente e renascido Filipe.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

O Vaticano, Eva e a pílula


O Osservatore Romano, jornal do Vaticano, afirma que a pílula contraceptiva “tem efeitos devastadores sobre o meio ambiente”.

Pedro María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, defende que este contraceptivo «tem há anos uma acção devastadora sobre o meio ambiente, libertando toneladas de hormonas na natureza» através da urina das mulheres que o tomam.

A pílula será também, para além de inimiga do ambiente (preocupações ambientais, portanto), uma das principais causas da infertilidade masculina, uma vez que, segundo Castellvi, ao ser libertada no ambiente, leva a que o homem do ocidente produza cada vez menos espermatozóides.
“Podemos afirmar que uma das causas da infertilidade masculina (resultante da redução de espermatozóides) é a poluição ambiental provocada pelo anticoncepcional”, afirma.


Para o médico, o uso da pílula, considerado o método contraceptivo mais eficaz e qualificado por milhões de mulheres como uma das grandes revoluções femininas, viola pelo menos cinco importantes direitos humanos:

- o direito a vida
- o direito à saúde
- o direito à educação
-o direito à informação
e…
- o direito à igualdade entre os sexos

“Já não bastava Eva ter conspirado contra o Espírito, agora anda por aí a urinar e a conspirar contra a Natureza.” (Manuel António Pina)

O Papa Bento XVI condenou o uso de métodos contraceptivos como a pílula e condena também o uso do preservativo, mesmo em comunidades devastadas pela SIDA.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Uma Avenida Infinita


O Verão está a chegar!!! Não, espera, foi falso alarme, é o Inverno... Não, é mesmo o Verão...

A partir do dia 11, voltamos a ter o Tejo mais animado em Alvega, com a abertura do bar da Zona de Recreio e Lazer, que conhecemos como Praia Fluvial. Naquele dia, com animação a cargo de duo musical de Tomar.

Depois, no dia 13, Festival de Canoagem integrado nas Festas de Abrantes - oportunidade para ver o rio numa outra perspectiva.



Quinta-feira, Março 19, 2009

'Bora lá todos à Senhora da Guia?


Domingo, Março 01, 2009

Carnaval Mix Alvega/Leiria


Meninas e afins

E uma espécie de procissão...












Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

ALVEGA de cara lavada

Obrigada!




Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Boas Festas





Escolher o caminho

Há um ano atrás, o Nelson, técnico de informática, levantava-se de manhã contra vontade para ir para um emprego que encarava como uma prisão – e era-o, dado o ambiente pesado e de desconsideração com que era brindado, e face à cláusula contratual que o obrigava a permanecer ou a indemnizar a entidade patronal caso saísse.

Embora tudo o que tenha a ver com computadores lhe interesse, esta envolvente deixava-o completamente desalentado e fê-lo procurar e explorar novos caminhos, interesses que se encontravam em paralelo e relativamente adormecidos. Fez a inscrição num curso de reflexologia, que passou a frequentar aos sábados.

A reflexologia é uma terapia manual que se baseia no princípio da existência de reflexos nos pés e mãos relacionados com todos os órgãos, glândulas e membros do corpo.

Desde logo vimos a diferença. O Nelson voltou a ser a pessoa alegre e bem disposta que conhecíamos… embora continuassem a ser frequentes os momentos de desespero face ao emprego que o aprisionava.

Veio a feira de Maio em Leiria… e o Nelson teve a oportunidade de ocupar um pequeno espaço na mesma… a reflexologia, que começou como um grão de areia, estava a conquistar espaço e a manifestar-se como uma alternativa plausível.

Mas o Nelson continuava preso.

No Verão deste ano, veio a notícia: O Nelson foi despedido. Sem pré-aviso. Quer dizer, o Nelson foi pré-avisado… à posteriori.

Foi despedido com TODOS OS CRÉDITOS A QUE TINHA DIREITO – INDEMNIZAÇÃO, PROPORCIONAL DO SUBSÍDIO DE FÉRIAS E DE NATAL - como aliás todos os seus amigos e todos os juristas que consultámos, de diversas entidades, pudemos constatar, admirados. Tanta ÉTICA, HONESTIDADE, MORAL, RECTIDÃO e HOMBRIDADE numa relação laboral… todos tirámos o chapéu pelo inacreditável que estávamos a presenciar, tão detalhadamente planeado.

Embora a JUSTA indemnização que recebeu pudesse aguentá-lo durante largos e largos meses enquanto procurava outro emprego, o Nelson resolveu pôr mãos à obra e avançar para a criação do próprio emprego.

Passou por todas as burocracias – Centro de Emprego, Segurança Social, Câmara Municipal- fez todos os projectos e obteve todas as licenças.

Hoje, a reflexologia assumiu o papel principal.

Já diplomado, já com gabinete aberto na Marinha Grande, já como formador… e a explorar novos saberes.

E, como a felicidade é como que contagiosa, estamos todos felizes pelo Nelson!!!

http://www.reflexmarinha.org/


Um feliz 2009!

Que nos possamos rodear de pessoas e acontecimentos que nos inspirem.
E que possamos inspirar outros.


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Nota- Todas as referências em maiúsculas devem ser entendidas exactamente pelo seu contrário. Mas os seres rastejantes também têm direito à vida.

Sábado, Outubro 18, 2008

Sabe para onde vai o seu lixo?

Foto: Wordpress

Lembra-se da encosta de Abrantes virada para o Tejo cheia de lixo fumegante, qual cartão de visita, quando se fazia a estrada do Tramagal? Sim, a lixeira municipal ficava ali, mesmo ao lado do Liceu.
Agora, a encosta está limpinha, o lixo desapareceu.

Para acabar com esse atentado ao ambiente e à dignidade do município, foi encerrada essa lixeira a céu aberto e construído um aterro sanitário, entre Barrada e Concavada.

A passagem pelo aterro (pelo lado de fora do aterro) num dia quente deste verão, foi desoladora.
Separado da estrada por uma rede apenas, encontrava-se um enorme monte de lixo a céu aberto, que servia de manjar a uma multidão de aves. O cheiro era nauseabundo. E a sensação que ficou foi que o monte de lixo apenas tinha sido transferido de sítio, para um local menos visível.

Nova passagem em Outubro. O cenário mudou sensivelmente. Junto à estrada, do outro lado da rede, um monte de terra… lixo coberto, portanto, como é próprio de um aterro. Mais lá para trás, lixo a céu aberto. Talvez o último depositado, ainda não coberto. A mesma multidão de aves – também cegonhas - a circundar e pousadas sobre o lixo descoberto. Mau cheiro? Pouco.

Segundo tem sido divulgado, prevê-se que este aterro seja encerrado até final de 2009, por problemas relacionados com o tratamento de águas residuais.


Nesta imagem é visível o monte de lixo coberto, ao cimo, e as águas que fluem daquela direcção

O lixo produzido no concelho poderá a partir dessa altura ser canalizado para uma estrutura localizada num concelho do norte alentejano, em mais uma tentativa de evitar a exaustão do sistema de tratamento de lixos, um dos quebra-cabeças das sociedades actuais.

PEQUENOS GESTOS FAZEM A DIFERENÇA
(e poderão fazê-la mais se no futuro, à semelhança do que acontece noutros locais, cada família tiver que pagar pela quantidade de lixo que produz)

- Faça a separação de lixo e deposite-o nos locais indicados
- Se tem animais, lembre-se de que pode canalizar para eles os restos de comida (nalguns casos, também os caules e cascas dos legumes e frutas)
- Utilize um compostor. O lixo orgânico (restos de alimentos, cascas e caules de frutas e legumes, a relva resultante do corte, as folhas que caem das plantas e arbustos) pode ser canalizado para este dispositivo. Não só reduz drasticamente a quantidade de lixo a levar ao contentor, como fica com um óptimo fertilizante para as suas plantas.
- Espalme as embalagens. A mesma quantidade de lixo passa a ocupar muito menos espaço, no seu balde do lixo, no aterro e no transporte até ele, reduzindo assim todos os recursos e custos envolvidos- os seus também.

Por fim, há que ter esperança de que a colocação de ecopontos passe a ter o mesmo critério da colocação dos contentores do lixo.
Quando alguém está pouco ou nada motivado a reciclar, é um óptimo pretexto para não o fazer (e diria quase legítimo) o facto de ter um contentor a poucos metros e o ecoponto a muitos mais.

Links úteis:
http://www.zeroresiduos.info/index.php
http://www.cidadessustentaveis.info/
http://www.valnor.pt/

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Requalificação da EN 118


Estão a decorrer as obras de requalificação da Estrada Nacional 118 em Alvega.
Por este motivo, o trânsito encontra-se encerrado entre a rotunda “do Pinheiro” e o cruzamento que dá acesso à Praça da República e à praia fluvial.

O acesso à freguesia faz-se neste período (de 29/09 a 31/10) pela estrada que se inicia na rotunda do pinheiro e termina junto ao cemitério, estrada esta que sofreu também benfeitorias – foi alcatroada e a vegetação que a ladeia foi aparada.

No entanto, este acesso servirá apenas para quem conhece o local, uma vez que não existem indicações que dirijam o trânsito local naquela direcção, sendo quem chega aconselhado a regressar à A23.

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Incêndio em Alvega

Depois de um Verão relativamente calmo, no passado dia 28 de Setembro, Domingo, ocorreu um incêndio em Alvega, na zona dos Carregais (na encosta entre Casa Branca e Ventoso).

A ocorrência fez deslocar ao local bombeiros e dois helicópteros, disponibilidade permitida pela escassez de incêndios nesta época do ano, decorrente das também características condições atmosféricas.
A mancha verde que emoldura as encostas da freguesia sofreu um grande incêndio há mais de 25 anos e encontra-se agora completamente restabelecida.

Domingo, Outubro 05, 2008

Senhora dos Remédios 2008 - numa nova perspectiva





Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

Boas Festas


Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Alagoas num Dezembro soalheiro



Quarta-feira, Novembro 28, 2007

À espera de acontecer

Há uma ano atrás, já o Inverno rigoroso tinha feito estragos, com chuvas intensas e as consequentes inundações e subida dos caudais dos rios e ribeiras.

Esta ponte sobre a ribeira do Carregal, que liga Monte-Galego a Tubaral e umas das ligações a Alvega, esteve submersa por mais que uma vez no último Inverno.

Como é notório pela imagem, o pavimento cedeu.


Após um ano, mantêm-se as placas sinalizadoras, mantém-se o risco de danificar os veículos quando está bom tempo e mantém-se a perspectiva de, quando surgir uma chuvada mais intensa, ficarmos novamente sem ponte… isto, se não pensarmos que alguém menos avisado poderá inadvertidamente entrar na forte corrente da ribeira quando o caudal sobe inesperadamente, e ficar preso na mesma… o que parece improvável, mas deixa de o ser quando ocorre de noite, como já aconteceu.

Quarta-feira, Novembro 07, 2007

E este ano pela 6ª vez...

...O grupo voltou a encontrar-se no princípio de Setembro, na praia fluvial.

Para matar saudades, passar mais um dia de convívio, recordações, alimentar amizades... e passar discos de vinil!

Terça-feira, Agosto 28, 2007

Festa Senhora dos Remédios 2007 em imagens

De dia...



E à noite...


Terça-feira, Junho 26, 2007

Semana Gastronómica e Cultural de Alvega

Começa na próxima 6ª feira e termina no Domingo da semana seguinte, já em Julho.

A semana da gastronomia de Alvega apresenta-se este ano com promessas de mais dinamismo.
Insuflável para as crianças ao fim-de-semana (incluindo sextas-feiras), encontro de bandas filarmónicas, festival de folclore, tunas académicas, BTT, canoagem, e é claro, as tasquinhas, a gastronomia típica e exposições de artesanato e outras actividades.

PROGRAMA

Sexta-feira 29 Junho
19h00 – Abertura
20h30 – Orquestra Filarmónica de Ponte de Sôr

Sábado 30 Junho
15h00 – Abertura
18h30 – XIII Encontro de Bandas Filarmónicas Civis com desfile pelas ruas de Alvega
21h00 - Concerto das bandas filarmónicas

Domingo 1 Julho
15h00 – Abertura*
* 08h00 – 1º Passeio BTT em Alvega
20h30 - Grupo de Cantares de Cabeção – Alto Alentejo

Segunda-feira 2 Julho
19h00 – Abertura
20h30 – Grupo Prata da Casa – Música Tradicional Portuguesa

Terça-feira 3 Julho
19h00 – Abertura
20h30 – Flávio Serrinha e suas Bailarinas

Quarta-feira 4 Julho
19h00 – Abertura
20h30 – Charneca - Grupo de Música Popular

Quinta-feira 5 Julho
19h00 – Abertura
20h30 – Cant’Abrantes – Grupo de Música Tradicional Portuguesa

Sexta-feira 6 Julho
19h00 – Abertura
21h00 – Fado e Fandango

Sábado 7 Julho
15h00 – Abertura*
* 10h30 - Futebol Velhas Glórias
20h30 – XXIII Festival Folclore Freguesia de Alvega, com desfile por Alvega

Domingo 8 Julho
15h00 – Abertura*
* 10h30 – Descida de canoagem
15h00 – Torneio de Sueca
21h00 – Tuna Académica de Leiria e ESTA Tuna (Escola Superior de Tecnologia de Abrantes)



A não perder!

Domingo, Junho 03, 2007

Já fomos a Parthenay!

Zona histórica de Parthenay


Cerca de 18 horas de viagem de autocarro que permitiram intensificar reumatismos, artroses, dores em todas as articulações, desesperos fisiológicos… mas também, e mais importante, permitiram intensificar laços de amizade, conhecer pessoas que pouco mais eram que estranhos, fortalecer a coesão e o espírito do grupo.

Tivemos azar com o tempo.

Em França como em Portugal, o clima instável traz tanto dias de sol e calor como logo de seguida, dias de frio e chuva – calharam-nos estes últimos em quase todo o fim-de-semana.

O balanço é, no entanto, e sem dúvida, positivo.
Apesar das barreiras da língua, apesar das diferenças gastronómicas, apesar do pouco tempo para conhecer a vila, a experiência foi muito enriquecedora.


Gerou-se desde logo uma grande empatia na tasquinha os portugueses, que durou todo o fim-de-semana...


Fomos bem recebidos, fizemos amigos, deixamos marcado o nome de Alvega e a música da filarmónica – em especial a Marcha dos Amiais.

Foi de esgalhão! ;)

Um dos desfiles pela vila de Parthenay

O presidente da Associação de geminação Abrantes-Parthenay durante a visita ao Foyer de Vie Gabrielle Bordier, o centro modelo de terapia motora e psicomotora de Parthenay

Terça-feira, Maio 29, 2007

1º Passeio BTT Alvega - 1 Julho 2007


Quinta-feira, Maio 03, 2007

Vivemos à sombra do 25 de Abril

A semana académica de Leiria terminou no passado sábado.

Na 3ª feira, o grupo cabeça de cartaz foram os Da Weasel.


Entraram em palco depois dos Terracota e disseram “Malta, já passa da meia-noite, já estamos no 25 de Abril!!”

E eu fiquei abasurdida. 25 de Abril?! Meia-noite?!

Ah, sim, hoje era 24 de Abril…a revolução!
Mas…os Da Weasel a iniciar um concerto com vivas ao 25 de Abril, como se do ano novo se tratasse em noite de reveillon?

Os Da Weasel, que muitos chamarão de pretos e dirão “vão para a vossa terra!” a dar vivas ao 25 de Abril?

Os Da Weasel, que possivelmente são portugueses de 1ª ou 2ª geração, a dar uma lição aos portugueses de gema?

A banda mostrou e mostra que o 25 de Abril tem que se manter vivo, não é apenas uma revolução acontecida há uns quantos anos e que agora sim, está tudo bem, podemos viver à sombra desse belo dia e das acções desses grandes homens.

Sim, vive-se à sombra do 25 de Abril. Como se não tivessemos que lutar mais, como se a liberdade de expressão fosse um direito adquirido, como se os direitos perpetuados na constituição estivessem assegurados.

Mas não estão, e ninguém parece aperceber-se disso, ou pelo menos, ninguém parece indignar-se por eles não passarem, hoje em dia, de meras palavras bonitas mas vazias de sentido prático.

O apregoado direito à liberdade de expressão esbarra na iliteracia e no conformismo doentio de um povo que de cidadania pouco sabe ou aplica, como convém.

A par do apregoado direito de expressão fala-se hoje em escutas telefónicas em empresas e instituições, que procuram opiniões discordantes de quem detém o poder para posteriores retaliações e para controle dos seus funcionários. “Estamos pior que no tempo da PIDE!”

A par do apregoado direito de expressão manipulam-se massas, através de propaganda que reveste as mais variadas formas e que é utilizada descarada e despudoradamente.

Saúde, educação, justiça… direitos constitucionais para os quais pagamos os nossos impostos e que depois temos que pagar novamente, se deles quisermos/ tivermos que usufruir.

Impostos que soam mais e mais a roubo… uma fase de apertar o cinto que não acaba, porque o país está falido.

Como combater escolas vazias, hospitais e maternidades sem os melhores graus de afluência? Fechando-os! Por não haver verbas? Não… é por uma questão de racionalização, é o que fica bem dizer. Vou tirar-lhe a escola, o hospital, mas é para seu bem… é que se andar mais umas dezenas de Kms, terá acesso a um/a melhor! Isto se não morrer no caminho ou se não perder o seu filho… se isso não acontecer, será muito melhor tratado!

O presidente Bush, também conhecido pelo seu pragmatismo, tinha uma solução semelhante para prevenir incêndios: cortem-se as florestas!

Gente resistente que já de si optou por viver em zonas despidas de alguns serviços e confortos, vê serem-lhe furtados os serviços mínimos.

Crise? Não. Má gestão.

Luxos, favores, empresas públicas geridas como se de agências de emprego para familiares e amigos se tratasse.

A revolução é precisa HOJE!

Este modelo de sociedade está esgotado, não serve… e não é único nem inevitável!

Pensem-se outros!

Terça-feira, Março 27, 2007


Tens uma paleta
a que faltam

algumas cores. Talvez

porque há substâncias

a que não soubeste

dar expressão. Ou porque elas

são incolores. Ou porque

em toda a realidade

há fendas

que nem pela palavra

nem pela cor

alguma vez

saberás preencher.

Paleta, de Albano Martins

Até sempre Nelson.

Domingo, Março 18, 2007

Alvega vai a Parthenay

A Banda Filarmónica Alveguense vai representar Abrantes em Parthenay, França, no final de Maio.

Abrantes e Parthenay são cidades geminadadas desde 1994 e têm desenvolvido desde aí diversas actividades de intercâmbio e cooperação escolar, associativa e profissional.

Este ano, a festa anual de Maio de Parthenay, a festa de Pentecostes será dedicada à cidade de Abrantes, pelo que toma especial relevo esta viagem, que irá permitir partilhar experiências, dar a conhecer Alvega e conhecer outras realidades.

Conhecer outras realidades… umas das realidades marcantes de Parthenay é a forma como trata os seus deficientes. O Foyer de Vie Gabrielle Bordier é um centro modelo de terapia motora e psicomotora que marca quem por lá passa, deficiente ou não, uma vez que todas as valências estão adaptadas a essa realidade, permitindo por exemplo a uma pessoa que se desloca numa cadeira de rodas ter uma vida perfeitamente autónoma e participativa.

A Associação de Geminação de Abrantes promove anualmente no Verão -Julho e Agosto- estágios remunerados nesta instituição para jovens com mais de 18 anos (inscrições até 15 de Abril), em parceria com a Câmara Municipal de Abrantes e com o Comité de Jumelage de Parthenay. No corrente ano foram atribuídas 3 vagas a Abrantes, repartidas pelos meses de Julho e Agosto.

Paralelamente promovem-se outros intercâmbios, como as famílias de acolhimento - de franceses em Abrantes e portugueses em Parthenay.

Uma boa oportunidade de crescer e fazer amigos!

Associação de Geminação Abrantes-Parthenay
Contactos:
José Esteves Fernandes (Presidente)
esteves.fernandes@gmail.com
Telef: 241 36 36 87
93 325 94 88

Links úteis:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Parthenay
http://portail2005.cc-parthenay.fr/ccparthenay

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

E se fossem as 7 Maravilhas de Alvega?

O mundo encontra-se actualmente a eleger as 7 Novas Maravilhas do Mundo (http://www.new7wonders.com/); Portugal está a decidir quais são as 7 Maravilhas de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/)...

E se fôssemos eleger as 7 Maravilhas de Alvega, quais seriam?

Certo, somos pequeninos e à primeira vista pode até parecer ridículo pensar nisto (... e à segunda também :)), mas façamos um exercício de reflexão e pensemos, à escala da “santa terrinha”, quais seriam os 7 elementos a eleger neste contexto?

Para facilitar e alargar o leque de opções, vamos considerar não só construções e monumentos, mas também património natural (a nível mundial são considerados o Monte Evereste e o Grand Canyon, por exemplo).

Maravilhas, é disso que se fala - acto ou coisa extraordinária, que produz admiração; prodígio, coisa milagrosa.

Vejamos então à nossa escala (muito modesta) as possíveis hipóteses:

1 –Praia fluvial/Tejo em Alvega
A praia fluvial, que entretanto foi (des)promovida a Zona de Recreio e Lazer, é sem dúvida um dos lugares mais carismáticos de Alvega, principalmente no verão ao fim da tarde, com o pôr-do-sol a dar-lhe um tom quente e mágico.



2 – Alagoas
Não são local de passagem, a menos que se ande à pesca, à caça, em busca dum lugar recôndito para namorar ou, eventualmente, num sem número de outras actividades. É uma zona de pântanos e pequenos lagos alimentados pela proximidade do Tejo e pelos seus períodos de cheia. Dependendo da época do ano e do estado do tempo, as alagoas surgem encantadoras ou sinistras e traiçoeiras.



3 – Igreja
É um ícone da freguesia. Despretensiosa, mas bela e imponente. Sofreu há poucos anos um restauro do espaço interior que a deixou mais acolhedora e mais moderna.




5 – Senhora da Guia
Embora geograficamente tenha sido integrada na freguesia de Concavada aquando da sua autonomia (1986?), faz parte de Alvega histórica e culturalmente.





6 – Coreto
Um edifício controverso, que no papel está destinado a ser demolido (anteontem), mas que na realidade se mantém no meio de uma praça relvada a alcatrão, qual rotunda em parque de estacionamento. Independentemente do seu contestado valor arquitectónico, faz parte do dia-a-dia dos alveguenses e da sua história.




7 – “Castelo”
Este edifício é, na realidade, uma casa particular. Há muitas décadas que nos habituámos a vê-lo conjugado com a igreja.




8 – Fachada do prédio do café “A Estalagem”, na praça
Os postais mais antigos da freguesia mostram-nos já esta fachada, que se mantém praticamente inalterada.




9 – Solar de Alvega
À entrada de Alvega, quem vem de oeste encontra esta casa senhorial hoje aberta ao turismo rural.



A numeração serve apenas como sistema organizativo e não pretende sugerir qualquer ordem de importância.

Serão estas as maravilhas da pequena Alvega à beira Tejo plantada?

Terça-feira, Janeiro 09, 2007

IVG – Referendo ao aborto

No próximo dia 11 de Fevereiro, os cidadãos portugueses vão ser convidados a pronunciar-se sobre a liberalização do aborto, ou interrupção voluntária da gravidez, pela 2ª vez.

Saliento este “pela 2ª vez”.
A liberdade, a igualdade e a democracia não passam muitas vezes de palavras ocas em Portugal, apesar da revolução, pelo que não devemos desprezar esta 2ª oportunidade de nos pronunciarmos sobre algo que nos diz respeito, como fizemos da 1ª vez (sim, mesmo que nunca tenhamos feito ou pretendamos fazer um aborto).

É importante participar neste referendo e deixar a nossa opinião, seja ela a favor ou contra.

Sou a favor da liberalização da IVG/ aborto.

As pessoas devem ser educadas e informadas para que não se deparem com uma gravidez indesejada. Deve ser facultada educação sexual aos jovens e informação à população em geral, de forma a que todos desenvolvam uma vivência sexual consciente, responsável e planeada, de forma a que, quando uma gravidez acontece, seja motivo de alegria, de felicidade.

Mas quando uma gravidez indesejada acontece, deve ser dada oportunidade aos intervenientes de equacionarem se pretendem avançar com ela ou não.




Hoje em dia, essa questão já se coloca. Hoje em dia, quem tem dinheiro escolhe uma clínica no país (clandestinamente) ou no estrangeiro e avança para a IVG de forma bem acompanhada clinicamente; quem não tem dinheiro - e infelizmente é cada vez maior essa franja de população - vai para o vão de escada, para os curiosos, para as agulhas de croché, para a vergonha…convidar infecções, hemorragias, a infertilidade futura, a morte.

A questão do aborto não é consensual, há muita gente contra, que acha que o aborto não deve ser permitido para si… nem para os outros.

Entre essas pessoas, muitos há que querem impor uma moral e ética que eles próprios não praticam. Dizia um colega de trabalho: “Na minha terra, há uma mulher que apregoa que é contra o aborto, quando sei perfeitamente que ela já fez pelo menos um!”

Entre essas pessoas, está aquele padre INUMANO que na missa de 7º dia da criança assassinada e mandada ao rio Douro há cerca de um ano, afirmou: "Matar uma criança no seio materno ainda é mais violento do que matar uma menina de 5 anos!". Disse-o na missa, sem qualquer pejo, sem qualquer respeito pelos ali presentes que amavam a Vanessa Filipa. Inumano, demente, surrealista!!

Entre eles, muitos se estão nas tintas para a imensidão de situações que podem levar alguém a equacionar um aborto, que vivem nas suas redomas ideais de realidade.

Quem é contra a IVG diz que a vida humana tem a mesma dignidade, o mesmo valor no momento da concepção como daí para a frente, aos 9 meses, aos 5 anos... bom, nesse caso eu coloco uma questão: quando há um aborto espontâneo, duma mãe que queria muito aquele filho, o que é feito ao feto? Sepultado? Onde estão sepultados os fetos que morrem naturalmente, por exemplo às 10 semanas? O padre Domingos Oliveira reza-lhes missa de 7º dia?!

É certo que tem que se educar para uma sexualidade consciente, é certo que têm que disponibilizar-se condições às jovens que se deparam com gravidezes indesejadas para as prosseguirem se assim o entenderem, é certo que tem que facilitar-se o acesso generalizado aos meios contraceptivos e ao planeamento familiar, tudo argumentos utilizados contra a liberalização do aborto. Concordo com todos estes pontos.

E digo mais, devemos lutar, os A-Favor e Os-Contra para que isso aconteça.
Se assim conseguirmos evitar que uma única mulher sinta necessidade de avançar para um aborto/ Intervenção Voluntária da Gravidez, tanto melhor... todos ganhámos!!!

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

EDP – Inovador Sistema de Barragens em Alvega

A EDP implementou em Alvega um inovador sistema de barragens.

Trata-se de um conceito utilizado apenas nos países mais desenvolvidos (aqueles mesmo da linha da frente) e consiste no Aproveitamento Hidroeléctrico de Valetas – AHV.

Assim, o elemento colector – poste - é colocado no ponto de passagem da água – valeta - o que implica que as águas, quando querem passar naquele local até aqui utilizado para esse efeito, se acumulam por ali, juntamente com areias, terras, ramos, pedras e tudo o que arrastaram.


Embora aparentemente esta possa parecer mais uma anormalidade da mente humana, verifica-se que se trata, na realidade, de um sistema de produção de electricidade auto-sustentável: à semelhança dos painéis solares, que fornecem directamente energia às famílias, estes postes (mini-barragens) produzem ali mesmo electricidade que é então canalizada para a casa mais próxima; quanto à electricidade em excesso, almeja-se agora transformá-la em pó e vendê-la em pacotes.

Não se percebia o porquê de os postes terem sido colocados a entupir as valetas, mas a justificação era óbvia: trata-se de mini-barragens produtoras de electricidade...


Como acontece frequentemente quando se implementam equipamentos do género, há já um pomar no espaço adjacente.

Lamentavelmente, até esta altura, os postes eram colocados fora das valetas (não se percebe porquê), nos espaços contíguos, e apenas algumas zonas têm o prazer de ter as suas valetas completamente entupidas e as águas a sair para a estrada e a destruir totalmente os passeios... perdão, queria dizer que apenas alguns têm o prazer de ver a sua electricidade produzida mesmo ali ao lado.

Desenvolvimento gera desenvolvimento. As empresas de desassoreamento estão de olho nesta oportunidade de negócio.

Estão já a ser organizadas visitas ao local para estudar este que é considerado um Case-Study de sucesso.

Entretanto, agradece-se à EDP esta ideia no mínimo maravilhosa.

Sábado, Dezembro 23, 2006

A Placa e o Pai Natal

Olá.

Eu sou a placa de ALVEGA. Sou muito velha e estou muito degradada, mas continuo aqui, vergonhosamente, a dar as “Boas Vindas” a quem chega.

Estou feia, sem brilho, toda remendada, estragada, tão estragada que se fosse feita de matéria orgânica, já estava podre e cheirava mal.

Mas não, continuo aqui, há muitos anos, a humilhar-me…



Tenho um desejo para este natal, como tive em natais anteriores: gostava de ir conhecer um centro de reciclagem e tornar-me numa outra coisa, sei lá, o pára-lamas da bicicleta da tia de alguém, como dizem as crianças no anúncio da tv. Sei que só pode ser uma grande história de amor que me mantém aqui, alguém que nutre um profundo sentimento por mim e não me quer ver partir….mas deixem-me ir!

Há placas muito bonitas por esse país fora. Gostava que o natal trouxesse a esta terra que é a minha uma dessas placas. Gostava que a primeira imagem que as pessoas vêem quando chegam não fosse um bocado de lixo, mas uma Alvega limpa, cuidada.

Por favor, Pai Natal, manda-me para a reciclagem! Substitui-me!!!

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Estranho fenómeno sobrenatural :)

No passado sábado, por volta das 8 da noite, a estrada nacional 118 ficou pejada de azeitonas entre a conhecida como curva da morte e a rotunda do pinheiro….

O fenómeno repetia-se depois à saída da ponte sobre o Tejo e à entrada da A23.

Não se sabe ao certo o que terá provocado tamanha sementeira, nem se o condutor do veículo que (eventualmente) provocou a mesma se deu conta de que perdeu grande parte da carga, o que é certo é que a azeitona era de bom calibre, e no Domingo se fez romaria ao local para a apanha :)
















Na noite de Sábado, era este o aspecto da EN118 perto de Alvega












A azeitona foi varrida para as bermas ainda durante a noite

















Terça-feira, Novembro 21, 2006

Adeus até sempre, vou fechar a porta da escola…

As 3 Borboletas


Há emoções que não vale a pena tentar traduzir em palavras

Domingo, Novembro 19, 2006

Homenagem aos homens e mulheres da ZÉ...


É uma tarefa sazonal, pela qual muitos têm que passar todos os anos, por época do Outono. Faça chuva ou faça sol, em dias de calor ou frio intenso, é algo por que tem que se passar.

Não porque seja algo lucrativo, muitas vezes se põe em causa se realmente compensa, se vale a pena o esforço e os meios envolvidos.

Mas porque é mesmo assim, porque os frutos crescem nas árvores e têm que ser colhidos, porque existe uma obrigação para com as terras, as árvores e a natureza.
Porque é tradição. Porque se junta toda a gente para ajudar e se canta e se contam histórias lá de trás ou mais recentes. E porque produto nosso, fruto do nosso suor, da nossa produção, é diferente de outro que se traz da prateleira do supermercado… tem outro sabor!

É agradável, principalmente se o tempo ajuda.
E é por isso, pela nostalgia, pelo convívio, pelo esforço levado ao máximo, pelo contacto com a natureza, que já algumas quintas começam a envolver estas actividades no seu leque de ofertas relacionadas com o turismo rural.

Mas não se julgue que é pêra doce!

Levantar cedo, bem cedo, um dia após o outro… não é só um dia, pela piada, ou para ajudar, é desde a primeira à última árvore. Espalhar panos no chão, recolhê-los, estender escadas ao céu, subir, descer, uma árvore e depois outra e outra…transportar pesados sacos, curvar as costas, esticar os braços. Do nascer ao pôr do sol. Espreitando com respeito as nuvens e fazendo um esforço adicional quando o sol toca a linha do horizonte. Vá lá, a ver se acabamos!
Depois, já no quintal ou na eira, lançar ao ar com uma pá para separar o fruto das folhas e da rama. Vá lá, a ver se se consegue levar ao lagar ainda hoje! Está a anoitecer!

Roupas sujas, mãos feridas, galochas, costas doridas…

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Uma oliveira produz cerca de 2 a 3 sacos de azeitona, que depois de moída resulta em perto de 2 litros de azeite.

Actualmente, existe apenas um lagar a laborar em Alvega, o Lagar da Cooperativa. Todos os outros se encontram em ruínas, mercê da indiferença e do desvalor que se atribui à memória e ao passado.

Neste preciso momento, já noite escura, há muitos homens e mulheres em Alvega a levar o seu esforço ao máximo e a fazer cumprir a tradição:

Levar a ‘ZÉTÔNA ao lagar!

Grande parte do azeite produzido em Alvega faz parte da agricultura de subsistência e destina-se a consumo próprio; o restante é absorvido maioritariamente pela empresa que detém os Azeites Gallo, sediada em Abrantes

Domingo, Novembro 05, 2006

Consequências das chuvas exigem a intervenção dos bombeiros

O mau tempo e a chuva intensa tiveram já consequências graves na freguesia, exigindo por diversas vezes a intervenção dos bombeiros.

Na noite passada em Ventoso um muro ruiu, colocando em risco pelo menos duas habitações.

Na mesma noite, os soldados da paz foram chamados a desimpedir uma estrada, na sequência da queda de um sobreiro de grande porte, junto ao antigo lagar de Maxial.

A estrada ficou cortada na noite de Sábado devido à queda de uma árvore neste local.


Já hoje de tarde, uma situação complicada ocorreu na praia fluvial. O caudal do Tejo subiu rapidamente, apanhando desprevenido um alveguense, o sr. Manuel Sabino, que ali se deslocou na sua carrinha. Embora tenha saído a tempo da viatura, esta acabou por ficar submersa e nem os esforços dos bombeiros com mergulhadores a conseguiram retirar, já que entretanto ela se poderá ter deslocado e não foi localizada.

A carrinha ficou submersa ao fundo desta "estrada".

Ao fim da tarde, o edifício da Praia Fluvial encontrava-se já praticamente submerso.

A praia fluvial ao fim da tarde de hoje

Para além destas e outras consequências das fortes chuvas, a ribeira do Carregal galgou já a pequena ponte que liga Monte–Galego à estrada Tubaral-Alvega, deixando também cortada esta ligação.

Assim que o caudal da ribeira do Carregal sobe, esta ponte fica submersa. Este ano, já pela segunda vez.

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Tejo candidato a património mundial















Vista do Tejo com a ponte Alvega-Mouriscas em primeiro plano e a Central Termoeléctrica do Pego ao fundo


Considerado um “rio universal”, o Tejo tem ao longo dos seus 1200 Kms “muitos elementos históricos e geológicos, para além da diversidade de ecossistemas, que justificam a sua candidatura”, defendeu o historiador António Maia Nabais no II Congresso do Tejo, realizado nos passados dias 24 a 26 de Outubro na gare marítima Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa.

E é por isso que se estuda a sua candidatura a Património da Humanidade.

“A qualidade do património que temos ao longo do Tejo e a ele associado está em fase de estudo para se formalizar a candidatura”.

Outro dos aspectos a ter em conta é a gastronomia, “com os diferentes sabores que se encontram por essas terras que acompanham o rio e que por ele se deixam influenciar”.

O Tejo nasce em Espanha, na serra de Albarracin, o que leva a que este seja um projecto partilhado com Espanha e de carácter internacional.

Esta candidatura poderá vir a ser muito importante na valorização do rio e repercute-se, desde já, “nas iniciativas para resolver alguns dos problemas que afectam o Tejo e contribuem para a sua degradação– industrias sem estações de tratamento de águas residuais que despejam resíduos para o rio, fertilizantes utilizados na agricultura e outros poluentes, desflorestação e urbanização."

Para Carlos Salgado, presidente da Associação dos Amigos do Tejo, está a assistir-se a "uma delapidação abusiva dos recursos naturais do rio Tejo. Na origem dos problemas do estuário estão a poluição de origem industrial, a utilização abusiva de pesticidas e o despejo de efluentes domésticos não tratados".






Alagoas, um ecossistema onde se cruzam terra e rio, em Alvega







Fonte: Jornais Público e Diário de Notícias

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Pia do Urso - Uma aldeia a ressuscitar


















Pia do Urso é uma pequena aldeia localizada a 10 kms de Fátima e 17 da Batalha, na freguesia de S. Mamede.

Ainda há pouco, estava destinada a ser apenas mais uma das aldeias desertificadas do não tão interior assim (vivem actualmente na povoação 7 pessoas); hoje, respira vida, beleza e deixa antever um futuro promissor.

Através de parcerias público-privadas, toda a aldeia está a ser alvo de um processo de recuperação, que passa também pela construção, ali, do primeiro ecoparque sensorial do país e um dos primeiros da Europa preparados para cegos.

A recuperação da Pia do Urso começou há cerca de três anos, com o início da reconstrução das casas levada a cabo por particulares com o apoio do programa Agris do Ministério da Agricultura

http://www.ifadap.min-agricultura.pt/ifadap/incentivos/agris/mainAGRIS.html.
A intervenção teve ainda uma componente de investimento público para as infraestruturas do espaço e a criação do ecoparque sensorial.

O (pouco) alcatrão das ruas e ruelas foi substituído por calçada e as habitações degradadas foram arquitectonicamente recuperadas, dando um ar muito típico e acolhedor a toda a envolvente. As casas desabitadas agora recuperadas vão ser convertidas em alojamento para turismo rural.

Na parte mais elevada da aldeia, desenvolve-se o parque sensorial, que procura “casar a natureza, com a madeira e pedra” e criar um “espírito mágico, onde as pessoas possam beber sons e cheiros” (…) O ecopoparque é enriquecido com representações gráficas, que (…) facilitam a apreensão da informação, quer aos invisuais quer aos normais visuais”.

Especialmente a pensar nos cegos, existem vários painéis em Braille e em baixa visão, explicando cada estação. A aproximação a esses locais é assinalada no chão, recorrendo a um pavimento diferente e a um pequeno corrimão com placas em Braille, informando o visitante do local onde está. A zona central do trilho principal do percurso é feita com uma textura própria, para facilitar a circulação dos invisuais.

O percurso, todo ele com iluminação, está povoado com imagens de animais em tamanho real (porcos, porcos, patos, burros, etc). Foram ainda postas a descoberto 26 pias que existiam no local, mas que se encontravam cheias de silvas.

Estruturas do ecoparque:
Estação do planetário – apresenta as várias fases da lua e descreve o sistema solar Estação do ciclo da água – composta por uma nora e um engenho que recriam o princípio da energia Estação do jurássico – é uma alegoria ao período dos dinossauros
Estação da alegoria – representa a marcha das tropas de D. Nuno Alvares Pereira entre Ourém e Porto de Mós, na véspera da Batalha de Aljubarota, com passagem pela Pia do Urso
Estação lúdica – com um puzzle ‘gigante’ em madeira e jogos
Estação da Pia do Urso – composta pela pia onde, segundo a lenda, iria beber um urso que vivia nas redondezas da aldeia e que deu origem ao nome da povoação
Pia do amor – composta por uma pia que tem a configuração natural de um coração
Estação musical – com diversos dispositivos musicais (gongo, xilofone, cabaça, castanholas, etc)
E ainda: Parque infantil, Miradouro, Parque de estacionamento para automóveis e autocarros (localizado à entrada do parque), Casas de banho, Chafariz, Centro de interpretação (a concluir dentro de quatro meses) e
Posto de informação.

Mais informação e fontes para este post:
http://www.cm-batalha.pt/index.php?pagina=turismo&area=pia_urso
http://www.jornaldagolpilheira.com/063/pia_do_urso.htm
http://www.jornaldeleiria.pt/index.php?article=7388&visual=-1&id=0&print_article=1&layout=29


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Em resposta à questão colocada num dos comentários a este artigo, e depois de uma nova incursão à Pia do Urso, eis o poema da Pia do Amor:


NESTE LUGAR DE MIL SEGREDOS



Aqui te amo…
Neste lugar que encerra mil segredos.
Aqui te espero,
Quando a noite enche e começa a cantar-me.

Aqui neste lugar,
De mil promessas cumpridas,
Onde a luz faz girar sua arruela de sonho,
Olham-me os teus olhos, estrelas maiores.

E como eu te amo…
Neste lugar,
As árvores murmurando ao vento,
Querem cantar nosso amor!

Aqui neste lugar,
O nosso porto…
Que em vão oculta o horizonte,
Estou a amar-te ainda entre o anoitecer.

Trocamos carícias,
Sob o capricho da tua voz mansa…
Até sempre…
Chegar nosso esplendor.

CC

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Contornar o incontornável



Nota inicial: este post não pretende estar directamente ligado ao post anterior, embora seja comum o tema H2O.

Lá longe, muito longe, na África subsariana árida e deserta, onde não chega ponta de desenvolvimento e a questão da interioridade nem se coloca, não há água em muitas povoações; nem canalizada, nem da Selda ou da Fonte Viva, nem do Luso… simplesmente não há água.

Lá, as pessoas deslocam-se imensidões de Kms para ir buscar um barril de água, que depois transportam à cabeça ou às costas, tarefa que é normalmente atribuída a mulheres e crianças, desviando-as de outras actividades produtivas e da escola, respectivamente, uma vez que esta actividade monopoliza o seu dia-a-dia.

A água recolhe-se em rios, valas, ou poços e as torneiras são muitas vezes uma daquelas bombas de mão que quase só já vemos nos filmes… requerem esforço, são lentas (cerca de 10 minutos para conseguir 25 litros de água) e têm uma água que não raro, azar dos azares, até está inquinada e dará origem depois de todo o esforço, a diversas doenças como diarreia, cólera, febre tifóide e potencialmente à morte.

Poderiam ser utilizadas bombas a combustível, mas este é tão caro e as populações tão frágeis economicamente que tal não é plausível.

Face a todas estas dificuldades, a Roundabout Outdoor, uma companhia Sul-africana, introduziu uma solução auto-sustentável e inovadora para o problema de bombear a água: o PlayPump WaterSystem, ou bomba de água - carrocel.

Em que consiste? Coloca-se um carrocel movido por crianças, semelhante às vulgares rodas de cavalinhos que encontramos nos parques infantis, e a energia gerada por esse movimento é canalizada para bombear a água que por sua vez é encaminhada para um grande tanque alto e fechado. Quando as famílias precisam de água do tanque, basta-lhes abrir uma torneira por baixo do mesmo.

E o que muda com isto?
-as crianças podem dedicar mais o seu tempo à escola e ganham um equipamento de diversão;


- as mulheres ocupam o seu tempo com tarefas produtivas, que vão desde o cuidar da família à criação de artesanato, agricultura, pecuária;

- a população fica com água potável perto de casa com muito menos esforço, e é até possível iniciar pequenas explorações agrícolas e pecuárias;

- diversifica-se a alimentação, que se fazia à base de farinha de milho e passa a conter vegetais, havendo ganhos na nutrição e na saúde;

- a implementação de novos hábitos de higiene diminui razoavelmente a incidência de inúmeras doenças;

- o tanque torna-se num forte e inusitado suporte de dois tipos de informação: publicidade e informação relacionada com a educação e a saúde; os dividendos resultantes da publicidade são utilizados na manutenção do sistema.



As Nações Unidas declararam os próximos 10 anos a Década Internacional da acção “Água para a Vida”, com o objectivo de chamar a atenção para esta eminente questão.


Mais informação:
https://www.givengain.com/unique/playpumps/docs/profile.pdf#search=%22Boikarabelo%20playpumps%22
http://en.wikipedia.org/wiki/Roundabout_PlayPump
http://www.stepin.org/casestudy.php?id=playpumps&page=2



“A imaginação é mais importante que o conhecimento”
Albert Einstein

Segunda-feira, Setembro 25, 2006

H2O e fontanários

Pois é, lá limparam finalmente a fonte da Praça da República dos despropositados autocolantes que a adornavam há já uns anos.

Mas, juntamente com os autocolantes, desapareceu também a torneira.

Os autocolantes não eram precisos para coisa alguma, é verdade, mas a torneira… bom, é certo que há fontes muito bonitas, mas elas servem supostamente para disponibilizar água… potável, de preferência.
E fica-lhes bem a torneira, parece que ficam mais completas!...

Os fontanários de Alvega ficaram sem água e sem torneira…

Desde logo as vozes do povo se levantaram: “É para verem! Não votaram no Moutinho? Agora têm o resultado, ele agora tirou a água e já uma pessoa que vai a passar não pode matar a sede!”

Ou então, a outra versão: “ Pois, nestes anos todos em que esteve o PS na Junta, a Câmara nunca cortou a água, agora foi para lá o PSD e é o que se vê!”

Vamos então ver as coisas mais de perto.

De facto, e segundo o presidente da Junta de Freguesia, foi a Câmara Municipal de Abrantes, através dos seus serviços municipalizados, que cortou a água.

A água foi desde sempre disponibilizada por aqueles serviços, mas sem que nada exista definido nesse sentido.

Como tal, face aos cortes de orçamento que as autarquias têm sofrido, e também em resposta a alguns usos abusivos da água dos fontanários (utilização para regas e limpeza por parte de pessoas que possuem água canalizada, por exemplo), a Câmara tem vindo a proceder à transferência destes custos para as Juntas de Freguesia, suspendendo o fornecimento de água até que a Junta solicite a instalação de contador para que lhe sejam imputados os custos relativos a estes consumos.

No entanto, paralelamente a esta transferência de responsabilidades, não houve nem parece que vá haver qualquer incremento da verba afecta ao orçamento da freguesia, tendo assim que se retirar este valor a actividades/ projectos já existentes.

Consequentemente, a reposição da situação anterior deverá ser equacionada de uma forma mais aprofundada uma vez que, só na sede de freguesia, existem quatro fontanários públicos.

Assim, as fontes em Alvega têm, por agora, apenas água da chuva.

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

E ainda...





Festa de Alvega 2006





Segunda-feira, Agosto 21, 2006

A nossa Festa


Aproxima-se a festa anual da banda filarmónica, associada à Senhora dos Remédios, no último fim-de-semana de Agosto. Este ano, com algumas novidades!...

Quarta-feira, Julho 19, 2006

Onde é que é bom?

Foi em Alvega que tudo começou, mas a dada altura da vida de muitos de nós, Alvega passou a ser a terra a que voltamos apenas ao fim-de-semana, uma vez por mês, uma vez por ano, nas férias… vamos à terra!

As nossas raízes ficam lá (cá?), mas assentamos arraiais noutras paragens.

Estudar, trabalhar, iniciar uma família, e lá estamos nós a colocar lado a lado a terra natal… e a terra adoptiva.

Onde é que é bom (frase que marcou uma geração… esqueçam!)? Para onde foram os alveguenses, onde se fixaram? Porque assim escolheram, ou porque a vida para aí os empurrou, afunilando caminhos?
O que mais gostam no sítio onde estão? Se pudessem optar agora, ficavam por aí, ou mudavam novamente?

Voltar a Alvega? Não sair de Alvega? Quais os factores, da razão e do coração, que levam a optar por uma terra para lançar raízes?
O que orgulha, o que embaraça? Por onde andam os alveguenses? De onde vêm os que adoptaram Alvega para viver, e o que os levou a fazer essa opção?

Alvega, Abrantes, Lisboa, Leiria, Coimbra, Alcochete, Entroncamento, Barquinha, Almada, Porto, Castelo Branco…

Onde é que é bom viver?

Quinta-feira, Junho 01, 2006

Tubaral esteve pujante!


Sim, a festa do Tubaral esteve pujante… não pelo grupo musical, que era igual a tantos outros grupos de festas de aldeia; não pelos petiscos, que estavam bons, como nas outras festas… não, a pujança sentiu-se logo à chegada com a dificuldade em estacionar, com todos os cantos ocupados.

Depois, o recinto. É certo que a exiguidade do espaço ajuda a compor a moldura humana…mas estava realmente muita gente presente…. A gente de Tubaral, a gente da freguesia… e outras gentes. Gente de todas as idades, muitos jovens, jovens que trocaram uma eventual noite de discoteca pela festa de Tubaral . Está in e durou até tarde!!

Desde que as festas voltaram ao Tubaral que tem sido assim… de início timidamente, objecto de alguma troça (ah e tal, a festa do Tubaral…), o que é certo é que esta terra, no cocuruto da freguesia conseguiu fazer da festa uma manifestação da sua coesão, uma ocasião em que todos se juntam e chamam, com sucesso, pessoas de fora. Não é assim tão comum, hoje em dia, em que esta parece mais uma moda em vias de extinção, a festa de aldeia.

Mas, de facto, em Alvega não é assim. Também as festas de Casa Branca (com Areias e Lampreia) têm estado de boa saúde e têm reunido todos.

Resta-nos a excepção: O que se passa com as festas de Monte-Galego?

Há uns… 15 anos, as festas de Monte-Galego eram no Vale Vaqueiro, organizadas por uma qualquer comissão de melhoramentos. Lembro-me especialmente duma em que a atracção foi a Maria Armanda com o seu “hit” nacional Eu vi um sapo ♬…. com um guardanapo♪…. Muita gente presente, muita animação.

Depois, não sei ao certo o que se passou. As festas passaram para o local onde são agora, local conhecido como o recinto do rancho. Deixei de as ouvir chamar por festas do Monte-Galego e passei a ouvir dizer “as festas do rancho do Monte-Galego”.

As festas nunca mais foram as mesmas. Ao contrário de Tubaral e de Casa Branca (Areias e Lampreia), as festas de Monte-Galego (e Ventoso) gritam divisão, com grande parte da população da terra divorciada deste “projecto”. Há muitos lugares para estacionar nos dias de festa.

Há anos, houve uma tentativa de mudar o rumo das coisas e abrir o “projecto” existente, hermético, à população em geral. Mas logo as forças de bloqueio se manifestaram e fizeram questão de mostrar aos novos membros, ELEITOS, que eram intrusos e que não seriam eles a definir as regras. Não eram bem-vindos.
E assim o projecto continuou hermético, a casa continuou a ser a casa do rancho e a festa continua a ser, orgulhosamente só, a festa do rancho.

Não uma festa como a de Tubaral ou a de Casa Branca, em que se mostra toda uma população coesa a lutar por um objectivo comum, mas uma festa em que se exibem essencialmente ausências.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

JÁ TEMOS NET EM ALVEGA! (posto público, entenda-se)



Esta coisa espantosa, absolutamente fora do normal - em Alvega, não no “resto do mundo” – tornou-se realidade no passado dia 13 de Maio (nem a propósito :)).

Dois computadores com acesso gratuito à Internet disponibilizados no âmbito do Programa POS_Conhecimento – Programa Operacional Sociedade do Conhecimento,
http://www.posi.pcm.gov.pt/ - e outros dois computadores que se encontravam encalhados na JFA (Junta de Freguesia de Alvega) para este fim, apetrecham agora uma sala aberta a todos na sede da BFA (Banda Filarmónica Alveguense).

A sociedade do conhecimento está assim ao alcance de todos…. ricos e pobres, novos e… e mais maduros.

Para além destas valências, outras se vislumbram para este espaço…. usufrua!

Domingo, Maio 14, 2006

ADN


Há marcas indeléveis na nossa vida.

A nossa terra natal, a terra onde nascemos e nos fazemos gente, é uma delas.

Transportá-la-emos dentro de nós com constrangimento ou orgulho, cortaremos essas raízes ou alimentá-las-emos, ficando ou voltando sempre.

Com uma história ancestral que se adivinha notável, ALVEGA tem um passado recente quase suicida.

Muitos partiram e continuam a partir. Alguns ficaram. Mas quase todos voltam e alimentam as raízes.

Terra de contradições saudáveis, em que o conformismo militante convive com o anseio de mudar e melhorar, em que o conservadorismo coabita com uma liberdade individual assumida… é o nosso pequeno microclima.

Em Alvega, o Tejo é protagonista. E as azenhas faziam parte da sua vida... da do rio e da da terra.

Por incúria prolongada, elas desapareceram. São apenas um símbolo do tanto que deixámos desaparecer.

A sua ausência no local onde antes existiram é motivo de vergonha. Mas é também um motivo para acordar, para concluir que ninguém fará por nós se nós não fizermos…. E lançar mãos à obra.